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Daniela Miranda: um bate-papo sobre RP Digital e muito mais

Entrevistas - Publicado em 26 de Agosto de 2015

Essa semana o Seekr Storm bateu um papo com a Daniela Miranda, cofundadora do Quero Ser Social Media, sobre sua profissão (relações públicas) e como o digital e o social têm impactado a profissão.

Confira abaixo a opinião dela sobre alguns temas da área. Esperamos que você aprenda tanto quanto nós. 😀

RP 2.0

“Não acredito mais no termo RP 2.0. Em 2010 já estávamos nessa transição, mas o termo já ficou obsoleto, muita coisa mudou. Prefiro utilizar o termo RP digital, afinal vivemos um momento em que já não é mais possível dissociar o offline do on-line e vice-versa”.


RP x PR

“O profissional de Relações Públicas é responsável por administrar o relacionamento entre uma organização/personalidade e os públicos que impactam ou são impactados por ela (colaboradores, fornecedores, consumidores, comunidade, governo, imprensa etc), a fim de gerar percepção de marca, ou seja, reputação.

É importante ressaltar que PR vai além do relacionamento com a imprensa. Public Relations ou Relações Públicas é muito mais do que isso. Somos preparados para pensar em valor de marca, gerar credibilidade e estabelecer conexões sólidas por meio de relacionamento e comunicação dirigida. Isso requer muito planejamento e estratégia”.


Digital e os desafios da profissão

“Velocidade, interação e personalização são palavras-chave da comunicação digital atual, mas o que nós, profissionais de comunicação, estamos oferecendo e fazendo de diferente?

Precisamos ser ainda mais versáteis, entender outras disciplinas, estudar comportamento, conhecer tecnologias, entender de matemática e estatística etc, e compreender, de uma vez por todas, que não existe mais quem faz isso ou aquilo. Temos que ter multifacetas e nos adaptar aos diferentes cenários para conseguir apresentar estratégias coerentes e que realmente sejam efetivas”.


Poder da informação

“Já está mais do que provado que quem tem o poder atualmente não é mais quem tem a informação, e sim quem tem audiência. Quem ainda não entendeu isso, terá sérios problemas. A comunicação é de mão dupla há muito tempo, mas as marcas precisam escutar antes de agir (e o monitoramento de redes sociais é fundamental nesse processo).

Empresas como Google, Facebook, Twitter, Instagram e Uber, por exemplo, têm agências de comunicação para lhes dar suporte e, obviamente, agirem estrategicamente, mas as marcas se utilizam de canais próprios, como blog ou newsroom para disseminar conteúdo relevante e novidades sobre seus produtos e serviços. Tá lá, para quem quiser ver e tem interesse. Por já terem uma audiência bastante qualificada e interessada nas informações, ao postarem um novo texto, a disseminação acontece de forma natural.

As empresas precisam pensar mais em canais próprios, apostar mais em inbound e content marketing. E precisamos urgentemente rever essa questão da exclusividade que utilizamos principalmente no relacionamento com a imprensa”.


Social + digital como aliado da comunicação corporativa

“Como é que a gente, RP, surfa essa onda? O grande desafio para o profissional de comunicação é entender e conhecer o que está a sua disposição. Quais são as tecnologias, plataformas e ferramentas que podem melhorar a base de planejamento, embasar melhor as estratégias e ativação das ações? Se você não conhecer as possibilidades, não conseguirá fazer diferente”.

 

RP Digital

“Como você faz uma ação de relacionamento com vários públicos e não pensa em influenciadores? Esses hubs têm um poder de influência muito grande e vale a pena investir neste tipo de relacionamento.

Tem alguns pontos para reforçar aqui:

  1. Influenciador não precisa ter necessariamente um blog, ele pode ter um perfil no Instagram ou Twitter que tem uma influência interessante e atinge o seu target, por exemplo. Esse cara tem que estar no seu radar, tem que estar na sua lista.
  2. Precisamos encarar influenciadores como mídia, mas não podemos perder de vista que é sim possível estabelecer relacionamento espontâneo. Como? Gerando experiências interessantes e relevantes para ele. Ative o modo criatividade do seu cérebro, o post pago é o óbvio. 😉
  3. Tenha sempre muito claro quais são os seus objetivos para que você possa fazer um “casting” que realmente tenha sinergia com a marca em questão”.


Números, números, números

“O profissional de comunicação precisa aprender a usar melhor os dados que estão à disposição. Você faz um planejamento baseado em dados, pesquisas ou naquilo que acha? Pense nisso!

E os resultados, como você mensura? Faz cruzamento de dados? Entende o que realmente está colocando no relatório? O Excel é um grande aliado e pode ajudar a tangibilizar melhor os resultados. Estude! Quem foge dos números precisa rever essa questão, eles fazem cada vez mais parte da rotina do comunicador”.

 

Grandes problemas, soluções sob medida

“Ainda temos o vício de querer impactar em massa, replicar soluções. Nenhum trabalho de PR pode ter esse viés. Precisamos ter personalização na entrega, pensar em comunicação dirigida.

Precisamos aprender a ser mais consultores para os nossos chefes e cliente. Construir relacionamento é um trabalho contínuo, leva tempo e é preciso muita estratégia. Não é quantidade de clipping no final do mês que vai gerar mais ou menos awareness para uma marca, por exemplo, é a qualidade da exposição que fará isso.

O segredo é pensar de acordo com o problema que você precisa resolver. Ser mais cirúrgico e menos generalista”.


daniela-mirandaEntrevista com    
Daniela Miranda,    
do Quero Ser Social Media.     

 

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